
Autor:
Redação
Seção:
Charge & cartum
Publicado em:
18 de Fevereiro de 2026
Tempo de leitura:
3 minutos
O clima politizado do carnaval na visão de Bira Dantas
Assim foi mais um carnaval que passou
Por: Redação
O carnaval é a festa do povo, espaço da alegria e da crítica política. É com este espírito que a revista Pirralha se apresenta no reinado de Momo; desfilando suas charges políticas nas avenidas deste nosso Brasil. Como 2026 é um ano eleitoral a política ocupou espaço central nas alegorias carnavalescas.
Independentemente dos inúmeros blocos e cordões que país afora se valeram de temas políticos e sociais como mote de seus desfiles, um deles em particular já entrou para a história. O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói que levou ao Sambódromo no Rio de Janeiro o samba enredo Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil que narra a vida do presidente Lula da infância até sua eleição para presidente.
A verdade é que, apesar de a escola ter sido a que mais gerou engajamento nas redes sociais acabou o desfile em último lugar, e portanto, foi rebaixada, mas seu desfile pode ser considerado um marco do carnaval carioca (a campeã do carnaval 2026 foi a Unidos do Viradouro com seu enredo Pra cima, Ciça!, uma homenagem a Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, comandante da bateria, importante no mundo do samba mas que em comparação com Lula pode ser considerado um ilustre desconhecido).
A direita reagiu furiosamente atacando a escola por ter supostamente cometido um ilícito eleitoral, já as forças progressistas denunciaram uma verdadeira perseguição política onde a Rede Globo escondeu partes do desfile na sua transmissão e não deu tratamento igualitário na cobertura comparada com outras agremiações.
Passado o julgamento que decretou o rebaixamento novas críticas começam a circular; a de que a avaliação dos jurados foi política e não técnica e que a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), entidade dominada pelos contraventores que também controlam o jogo do bicho, formam um grupo blindado que impede o acesso de novas escolas, o que teria gerado uma forte disputa pelo poder no mundo das escolas de samba (ver reportagem AQUI).
Refletindo todo este momento cultural e político em torno do carnaval os artistas da Pirralha também entram na farra.

O carnaval da Pirralha
O Cordão Carnavalesco Cama e Café desfilou pelo centro antigo de São Paulo no dia 16 de fevereiro levando como alegoria as charges da exposição O império desaba - saiam de baixo. O cordão é organizado pelo Ponto de Cultura e Memória Cama Café que atualmente abriga os trabalhos da mostra (VER AQUI). A folia começou com um almoço para esquentar os foliões, continuou com o desfile pelas ruas e, após ser dispersada pela tradicional chuva de verão do carnaval paulistano, continuou nas dependências do café (fotos: Guto Camargo).
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