
Autor:
Redação
Seção:
Charge & cartum
Publicado em:
4 de Janeiro de 2026
Tempo de leitura:
2 minutos
A ação criminosa dos EUA sobre a Venezuela acarretou uma série de protestos pela defesa da soberania do país (arte de Milton de Faria).
Crise é a promessa de Ano Novo de Trump
Por: Redação
O ano de 2026 começou com uma operação militar criminosa dos Estados Unidos; na madrugada de 3 de janeiro suas forças militares bombardearam a Venezuela, invadiram Caracas, sequestraram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores e os levaram para os EUA. As explosões sobre o país são, na verdade, mais um capítulo das intervenções que Washington se acha no direito de realizar na América Latina,
Estas intervenções antigamente eram justificadas pelo discurso de combater o comunismo, mas, atualmente, o discurso mais comum se volta ao combate contra o tráfico de drogas. Neste sentido, Maduro foi acusado de comandar o Cartel de los Soles, organização terrorista responsável por tráfico de drogas, contrabando de gasolina e mineração ilegal.
Acontece que – pequeno detalhe – não existe nenhuma prova neste sentido e, mais bizarro ainda, vários analistas afirmam que este grupo simplesmente não existe. Mas isto não impediu que Trump desrespeitasse as leis internacionais e as americanas que determinam que estas ações devem passar pelo Congresso.
Em pleno calor dos acontecimentos muitas dúvidas ainda perduram sobre o ocorrido mas a afirmação que se trata de uma iniciativa criminosa é consenso entre analistas políticos internacionais. O motivo visível da ação, aliás, explicitado por Trump em seus discursos em cenas de imperialismo explícitas, é o petróleo da Venezuela, altamente cobiçado pelas empresas norte-americanas.
Os protestos contra esta atitude arbitrária já se espalham pelo globo, tanto por parte da sociedade civil quanto de alguns governos preocupados com o que pode se tornar, caso a posição estadunidense seja normalizada, a falência do sistema de contrapeso internacional construído após a II Guerra Mundial simbolizado pela ONU e cria um ambiente potencialmente perigoso para qualquer país da América que desafie a hegemonia ianque. O governo Lula manifestou publicamente o desacordo contra a ação militar que será analisada eu reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
Agora os chargistas da Revista Pirralha também se posicionam publicamente sobre a mais nova crise internacional criada pelo homem do cabelo laranja.
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