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Em novembro dois músicos deixam os palcos

Autor:
Redação

Seção:
Caricatura

Publicado em:
25 de Novembro de 2025

Tempo de leitura:
2 minutos

Neste novembro dois grandes compositores da MPB se foram deixando a nodernidade de suas obras para a posteridade

Em novembro dois músicos deixam os palcos

Por: Redação

A música brasileira perdeu dois de seus grandes nomes em novembro de 2025. No início tivemos a morte de Lô Borges (2) e, duas semanas depois (17), recebemos a notícia de que Jards Macalé também partiu.Com cerca de 10 anos de diferença de idade entre eles - Macalé é de 3 de março de1943 e Lô Borges de  10 de janeiro de 1952 - os dois fizeram parte do grupo de compositores que abriram a música brasileira para a Cultura Pop a partir do final dos anos de 1960 e durante a década seguinte.

Em Macalé a influência da cultura de massa pode ser vista por sua participação no movimento da Tropicália e particularmente na música Gotham City, parceria de 1969 com José Carlos Capinan, que participou do IV Festival Internacional da Canção. Por sua vez, Lô Borges deixou claro sua admiração pelos Beatles ao compor, em parceria com Márcio Borges e Fernando Brant, a música Para Lennon & McCartney, sucesso na voz de Milton Nascimento.

No entanto, a abertura para a indústria cultural internacional não ofusca as raízes locais de suas obras, pelo contrário, é vista como um complemento à brasilidade de suas criações; no caso de Lõ Borges sua composição O trem azul (letra de Ronaldo Bastos) pode evocar tanto sua terra natal de Minas Gerais, o estado brasileiro onde o trem mais ficou identificado com a população, quanto o clássico Trenzinho do caipira, de Heitor Vila-lobos.

No caso do carioca Jards Macalé sua ligação com a realidade brasileira está também em sua história de exílio em Londres nos anos de 1970 ao lado de outros tropicalistas, e, mais recentemente em sua participação no show da posse do presidente Lula em 2023. Sem mencionar que sua admiração pelo samba era bastante conhecida,  em 1986 gravou o disco 4 Batutas e 1 Coringa, no qual interpretou canções d Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho, Lupicinio Rodrigues, Geraldo Pereira e Wilson Batista.

"Jards Macalé dizia que o amor é um gesto político. E que em tempos de ódio e de intrigas como os que vivemos recentemente, pouca gente falava do amor, e por isso era tão importante cantá-lo"

Declaração de Lula sobre a morte do artista.

Agora resta ouvir suas músicas e homenageá-los

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Nei Lima


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