Feriado sem anistia no dia da independência

Autor:
Redação

Seção:
Charge & cartum

Publicado em:
8 de Setembro de 2025

Tempo de leitura:
2 minutos

Na Praça da República, em São Paulo, bonecos de Bolsonaro e Trump simbolizaram os alvos do protesto (foto de Guto Camargo)

Feriado sem anistia no dia da independência

Por: Redação

A data da independência do Brasil de Portugal, 7 de setembro de 1922, foi comemorada este ano com diversas manifestações por todo o país. A cerimônia oficial aconteceu em Brasília com a presença do presidente Lula enquanto outras ocorreram em mais de 70 cidades em quase todos os estados (o Amapá foi o único que ficou de fora). Em São Paulo, enquanto o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) participou do ato da oposição de direita em defesa dos golpistas do 8 de janeiro (ver box) os movimentos sociais e as centrais sindicais organizaram uma manifestação na Praça da República.

A pauta do ato da República abarcava a taxação dos super-ricos, a isenção do imposto de renda para salários até R$ 5 mil, redução da jornada de trabalho, em defesa da soberania nacional e contra a anistia aos golpistas.

Apesar de organizado por organizado pela sociedade civil, o governo do estado e a prefeitura não apoiaram o evento, manifestação contou com representação de paridos progressistas e do governo federal com a presença no carro de som que funcionava como palanque dos ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).

A direita mostra sua verdadeira face

A direita também foi às ruas neste 7 de setembro convocada pelo pastor Silas Malafaia da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Se a pauta da esquerda foi de caráter popular e coletivo (pela redução da jornada de trabalho, isenção de imposto de renda para os mais pobres e pela condenação dos golpistas) a dos conservadores era diretamente ligada aos interesses particulares de uma minoria; a anistia aos golpistas, mais especificamente ao seu núcleo duro capitaneado (contém trocadilho) pelo ex-militar e ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta não deixa de ser algo kafkiano pois os réus ainda sequer foram condenados, o que faz a iniciativa se tornar uma clara “licença” para a execução de golpes de estado.

Coerentemente com esta lógica surrealista a massa de apoiadores do Bolsonaro (chamada por muitos de “gado”) foi à manifestação na avenida Paulista, em São Paulo, ostentando uma gigantesca bandeira dos Estados Unidos da América e gritando slogans a favor da ingerência estrangeira sobre as instituições – e os negócios – brasileiros confirmando que o alegado patriotismo da oposição é pura mistificação pois o verdadeiro projeto político do grupo é a submissão ao imperialismo norte-americano.

Definitivamente estamos diante de um caso de idiotia coletiva, uma grave doença social ainda não corretamente diagnosticada. (GC)

Nós, da Revista Pirralha, estamos do lado certo da história.

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